Quem vive na cidade talvez não imagina o que acontece na zona rural com alguns milímetros de chuva. Mas hoje, sexta-feira (19/06/2026), fui até a comunidade de Corumbataí de Cima e pude presenciar, na prática, o "desafio" imposto aos nossos produtores rurais.
Ao chegar na subida do Rio Corumbataí, próximo à antiga Fazenda Portugal, o cenário era de abandono. Vejam as imagens anexadas:

Isso aqui não é uma estrada, é um teste de resistência.
É irônico, não é? O nosso produtor rural é a locomotiva que puxa a economia de Pitanga, mas, na hora de transportar a safra, o que ele encontra é um mar de lama. Se com essa pouca chuva a situação já chegou a esse ponto, pergunto aos responsáveis: como fica o transporte escolar para nossos alunos? Como escoar a produção? Como um cidadão em uma emergência de saúde sai desse atoleiro?
As agências de meteorologia já avisam: vem muito mais chuva e frio intenso pela frente. Se não tomarmos providências imediatas, nossas comunidades ficarão isoladas. O homem do campo não pode ser tratado como cidadão de segunda classe, que só é lembrado em época de eleição.
Estive lá, olhei nos olhos de quem sofre e me comprometi. Não vou aceitar que o nosso transporte e a vida dos nossos moradores dependam da sorte ou de um milagre. Já estou levando essas reivindicações ao Executivo. Infraestrutura básica não é luxo, é respeito a quem produz e vive no nosso interior.
Seguirei fiscalizando. Porque a estrada que leva o progresso precisa, primeiro, permitir que o produtor consiga sair de casa.
Vereador Mauro dos Santos Trabalho, Fiscalização e Respeito pelo Interior.
